domingo, 24 de setembro de 2017

Nossa Música Morreu?




Em  1971, o cantor Don McLean gravou uma música com uma letra muito enigmática, cujo nome era  “American Pie”. Embora ele não tenha admitido publicamente, mas se tratava de um ode, a sua tristeza com o falecimento do cantor
Buddy Holly, um dos pioneiros do rock and roll.  Na terceira estrofe, ele escreveu...

          I can’t remember if I cried...  
When I read about his widowed bride
... But something touched me deep inside
The day the music died...  

“Eu não consigo lembrar se eu chorei...  
Quando eu li sobre a viúva dele
Mas algo me comoveu profundamente
No dia em que a música morreu...”
 

No meu “pen drive” para ouvir música no carro e/ou no cantinho especial da minha casa, tem 200 músicas “muito velhas”. São composições de/ou  cantadas por Tim Maia, Caetano, Elis Regina, Milton Nascimento, Chico Buarque, Roberto Carlos, Maria Bethânia, The Beatles,  Ella Fitzgerald, John Coltrane, Louis Armstrong, Miles Davis,   Elvis Presley, Tom Jobim, Noel Rosa, Cartola, Gil, Rita Lee, Vinícius, Gal, Renato Russo, Cássia Eller, Zé Ramalho, Beth Carvalho, Paulinho da Viola, Erasmo, Tom Jobim, João Gilberto, Edu Lobo, Martinha da Vila, Arnaldo Antunes, Zeca Pagodinho, João Bosco, Sarah Vaughan, Nina Simone, Ray Charles, entre outros.


Neste domingo, o primeiro da Primavera, após pegar o Sax, e sorver algumas boas cervejas, passei a filosofar e a levantar algumas questões sobre o “existencialismo musical”

Quem hoje está compondo para nós, amantes da música, nascidos nas décadas de 1950 e 1960? A resposta veio rápida: Ninguém. Para ser honesto comigo mesmo, ouvi “uma música” com letra do “nosso tempo” ... “Trem Bala” da menina Ana Vilela.

Pergunto:  Nossa música morreu?

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Lourival Amorim