segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A Complexa Arte do Silêncio...





A Complexa Arte do Silêncio...


Quantos de nós, hoje, com certa frequência, não sente a necessidade do silêncio. Paradoxalmente, muitas pessoas estão bastante ansiosas por se fazer ouvir. Falam cada vez mais alto, como se isso fosse a fórmula mágica para que os outros as escutassem.

        Elas estão sempre presentes nos restaurantes, shoppings, salas de espera, salões de beleza, aeroportos e as vezes até mesmo no meio da rua, nós temos que ouvi-las. E, quando não se tem alguém para falar, o celular serve. A pessoa faz uma ligação e se esquece de que está dividindo o ambiente com outros indivíduos, que não estão nem um pouco interessados no seu assunto.

Chega ser “assustador” como as pessoas propositadamente falam e gesticulam muito, e pior, falam muito alto. Além de ferir mortalmente o “Manual de Boas Maneiras”, essa gritaria torna impossível uma conversa entre pessoas educadas que falam com voz moderada, nesses ambientes comuns.

Mas não é só a falta de silêncio exterior que assola muitas pessoas hoje em dia. É também a falta de silêncio interior. Pouquíssimos indivíduos conseguem ouvir a própria voz e analisar seus pensamentos antes de exteriorizá-los. O salutar hábito de meditar antes de expor uma opinião ou um julgamento, é um artigo muito raro cultivado em nossa sociedade. E isso tem sido motivo de discórdia e agulhas, de mal-entendidos e hostilidades.

Saber calar, saber ouvir, ser senhor de suas palavras e de seus sentimentos é um desafio que merece ser pensado. Talvez, foi por ter percebido essa necessidade em nosso meio, que um Espírito amigo nos trouxe a seguinte mensagem:

“Aprenda a silenciar a palavra que sai gritada de seus lábios, ferindo a sensibilidade alheia e lhe deixando à mercê das companhias inferiores.

Aprenda a calar...

Aprenda a silenciar a palavra suave, mas cheia de ironia, que sai de sua boca ridicularizando, humilhando a quem se dirige e que lhe intoxica, provocando a dor de estômago, as náuseas ou a enxaqueca.

Aprenda a calar...

Aprenda a silenciar o murmúrio que sai entre dentes, destilando raiva e rancor e atingindo o alvo, que fere como punhal, ao tempo que lhe fragiliza a ponto de não se reconhecer, de se assustar consigo mesmo.

Aprenda a calar...

Aprenda a calar o pensamento cruel que lhe passa na mente e que, por invigilância, nele você se detém mais do que deveria. Você se assustaria se pudesse ver sua máscara espiritual distorcida.

Aprenda a calar...

Aprenda a calar o julgamento que extrapola o que vê e o que sabe, levando-o a conjeturar sobre o outro, o que não sabe e não viu, plasmando ideias infelizes que são aproveitadas pelos opositores daquele que é julgado.

Aprenda a calar...

Aprenda a calar todo e qualquer sentimento indigno, zelando pelas nascentes do seu coração, para que não macule e não seja maculado.

Aprenda a vigiar os sentimentos para que cada dia, mais atento e vigilante, saia da esfera mesquinha a que se aprisiona voluntariamente, e possa alçar voos mais altos e sublimes.

Aprenda a calar...

E, enquanto não consegue deixar de gritar, falar, murmurar, pensar cruelmente e julgar, insista em orar nesses momentos. Nem que as frases lhe pareçam desconexas e vazias de sentimento.

Insista na oração até que, um dia, orará não com palavras nem pensamentos, mas será sentimento por inteiro, amor, amor puro e verdadeiro em ação, dinâmico, envolvendo os outros e a si mesmo, verdadeiro discípulo que conseguirá ser.

Aprenda, definitivamente, a calar!”


Este artigo foi inspirado na leitura psicografada do espírito Stephano por Marie-Chantal Dufour  Eisenbach, na Sociedade Espírita Renovação – Momento Espírita. 2005


sábado, 25 de novembro de 2017

Dia de Santa Catarina



Hoje, 25 de novembro,  comemoramos o Dia de Santa Catarina.

No começo do século XVI, a região que é hoje o estado catarinense era povoada pelos 
carijós, tribo do grupo tupi-guarani. A partir do início da época em que o Brasil foi descoberto, expedições vindas de Portugal e Espanha visitaram a costa catarinense.

No ano de 1526, 
Sebastião Caboto, viajando ao rio da Prata, tinha passado pela ilha então denominada dos Patos e a chamou de Santa CatarinaD. João III doou as terras continentais para Pero Lopes de Sousa em 1534. Mas, em todos os anos de século XVI, as terras ficaram desabitadas, recebiam a visita de jesuítas, colonizadores espanhóis e portugueses, porém, sem população permanente.
Os portugueses somente começaram a se interessar pela região na metade do século XVII. No ano de 1658, a povoação permanente mais antiga do estado, o povoado de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco foi fundado por Manuel Lourenço de Andrade e seus amigos.

Em 1675, Francisco Dias Velho, seguido de seus filhos, escravos e criados, criou a povoação de Nossa Senhora do Desterro (hoje Florianópolis) na ilha de Santa Catarina. Em 1676, o povoado de Laguna foi estabelecido por Domingos de Brito Peixoto. Em 1738, criou-se a Capitania de Santa Catarina, vinculada à de São Paulo. Em 1739, a capitania desmembrou-se de São Paulo e passou a pertencer à Capitania Real do Rio de Janeiro.

Um sistema defensivo insular foi criado e cerca de cinco mil 
imigrantes açorianos começaram a povoar a ilha e o litoral da capitania, de 1748 a 1756. Portugal e Espanha entraram em guerra. Em consequência disso, a ilha de Santa Catarina foi devastada e invadida por tropas espanholas em 1777. Os espanhóis foram obrigados pelo Tratado de Santo Ildefonso a devolver a região que eles mesmo conquistaram.
Depois que a independência do Brasil foi proclamada, a capitania foi elevada à categoria de província. A Revolução Farroupilha, ocorrida no Rio Grande do Sul em 1835, teve suas consequências sofridas pela então província. Em julho de 1839, a República Juliana foi proclamada pelos revolucionários, chefiados por Giuseppe Garibaldi e David Canabarro, que tinham tomado Laguna.

Derrotados pelas tropas do Império do Brasil, os rebeldes deixaram Laguna. O novo país sul-americano teve curta duração, pois quando sua independência foi proclamada, deixou de pagar a República Rio Grandense por falta de dinheiro. Em 1840, as trincheiras farroupilhas mais recentes foram extintas. Em meados do século XIX vieram os imigrantes europeus, especialmente alemães e italianos, estes últimos em quantidade muito pequena. Foram criadas as colônias de Dona Francisca, atual Joinville, em 1850, Blumenau em 1852, e Brusque em 1860.



proclamação da República foi apoiada pela província agora elevada à categoria de unidade federativa em 17 de novembro de 1889, data que aparece na bandeira e no brasão estaduais, porém a revolta do governador escolhido por nomeação presidencial, que se aderiu à Revolução Federalista gaúcha em 1893, foi contrária ao governo central. Desterro foi transformada em base naval da esquadra revolucionária chefiada por Custódio José de Melo.

As lutas expandiram-se por toda a costa de Santa Catarina. Derrotados em 1894, os revolucionários foram seriamente castigados pelas tropas legalistas. Em 1894, Hercílio Luz foi escolhido por voto popular como governador e elaborou uma política que pacificasse a região e que reparasse os problemas de infraestruturas que o estado sofreu.

Homenageando Floriano Peixoto, Desterro recebeu o nome de Florianópolis, após uma reviravolta que custou a vida dos defensores da revolução.


No ano de 1912, teve início a Guerra do Contestado, conflito de oposição entre os habitantes empobrecidos da região que situa-se dentre os rios NegroIguaçuPelotas e Uruguai e as forças oficiais. José Maria de Santo Agostinho, um curandeiro considerado santo, liderava os sertanejos. Bem como isso, o Paraná e Santa Catarina disputavam a região onde moravam, por esse motivo é que a área recebeu o nome de Contestado.

Ambas as unidades federativas se desentenderam e os sertanejos lutaram contra as forças oficiais, e tudo isso somente deixou de existir em 1916. Em 1930 o território de Santa Catarina foi invadido pelas forças revoltosas as quais saíram do Rio Grande do Sul, apesar da resistência de Florianópolis que se estendeu até o triunfo da revolução no país inteiro.

Na época da Segunda Guerra Mundial, foi necessário que o problema da infiltração nazista fosse enfrentado no estado, em que o esforço de guerra brasileiro não conseguiu ser prejudicado por agrupamentos de alemães, diante de uma tentativa infrutífera. Em toda a administração de Getúlio Vargas, até 1945, interventores governaram o estado.

Desde os anos 1950, colaborou ao progresso catarinense o estímulo concedido para que o extremo oeste e o meio-oeste do estado fossem povoados por colonos ítalo-brasileiros que vieram do Rio Grande do Sul. A Universidade Federal de Santa Catarina foi criada em 1960 e a Universidade para o Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina foi fundada em 1965, e tudo isso impulsionou em muito a educação estadual.
  
(Fonte:Wikipedia 

sábado, 11 de novembro de 2017

“É preto... É coisa de preto”.




“É preto... É coisa de preto”.




               O jornalismo brasileiro sofreu, talvez, nesta semana, seu pior momento em relação a uma questão “mal resolvida” no Brasil.... O preconceito racial.  O vazamento de um vídeo “pré-gravação” em que Willian Waack, considerado um dos maiores correspondentes internacionais do Brasil, comentaria as eleições americanas de 2016. Após ser “incomodado” por algumas buzinas ele reagiu... “É preto... É coisa de preto”. Não vamos discutir aqui como vazou essa infeliz indiscrição de Waack.

               Na verdade, o episódio apenas traz à tona um triste histórico brasileiro em relação a escravidão dos africanos na América. Brasil e Portugal estão no topo de um ranking que não traz nenhum motivo de orgulho: os dois países são os maiores protagonistas do site: http://www.slavevoyages.org/assessment/estimates , onde estão catalogadas 29 mil travessias transatlânticas, que carregaram 9 milhões de escravos. No total, barcos com bandeira de Portugal/ Brasil chegaram a transportar 5,8 milhões de escravos. Em segundo lugar vêm os britânicos com 3,2 milhões.

               A partir destes dados, confesso que fica difícil fazer a defesa de qualquer “branco” quando se manifesta contra sobre cotas raciais nas universidades, sobre população carcerária (61,7% são negros), sobre a pobreza (3 em cada 4 dos mais pobres no Brasil, são negros).

              Portanto, na contenda entre os que “acham” que Willian Waack foi vítima de uma infeliz indiscrição ou dos que “acham” que cometeu crime de racismo, só tenho uma certeza... Em pleno Século 21, quando todos estão conectados,  não cabem mais comentários preconceituosos (reservados ou públicos) de ordem racial, política, religiosa, sexual, entre outros.

              Se, cada um de nós cuidarmos apenas de “nossas vidas” já será o suficiente para vivermos em harmonia global. Qualquer manifestação nesse sentido... O risco e as consequências ficam por conta de cada um.

sábado, 28 de outubro de 2017

Esse inexorável tempo ...







Para nós sessentões, esse danado do tempo tem muita pressa. Ele não espera um milionésimo de segundo, por nós, os viajantes da terceira e última idade. Ele passa e não volta nunca mais. Ele tem pressa.
Ele nos permite apenas uns míseros “flashbacks” ... lembranças, através das fotografias com nossas viagens, nossos avós, nossos pais, nossos amores, nossas crianças e com nossos velhos e eternos amigos.
Mas ele segue... continua inexorável e implacável nesse paradigma que transcende as leis da física, que poderiam nos explicar este enigma, que nos consome e nos perturba.
A solução? Está com certeza na aceitação.
Por isso, há 6 anos, elegi 100 coisas para fazer antes da transferência para o andar de cima. Amar, trabalhar, viajar, escrever, fotografar, tocar sax, meditar, perdoar, pedir desculpas, evoluir, superar desafios, curtir os netos, lutar pelas desigualdades sociais, ...
Como ainda me considero um jovem sessentão, me estimula muito viver. Viver cada dia. Cada hora. Cada minuto. Cada milionésimo de segundo. Viver. Viver por mim mesmo.
E, como disse o poeta... "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Apatia geral...






Apatia geral...

Dias atrás a agência alemã de notícias – Deutche Welle, criticava e chamava à atenção sobre a apatia da sociedade brasileira frente aos atuais escândalos de corrupção tendo como protagonista maior o Presidente da República -  o Senhor Michel Temer. Por muito menos nos organizamos e fomos às ruas em passeatas com milhares e milhares de manifestantes “pedindo a cabeça de Dilma” pelas tais “pedaladas”. E funcionou mesmo.

Hoje, estamos aqui e alhures esbravejando contra exposições de museus, contra as novelas da Globo que “dão força” a sociedade LGBTI, apoiando os movimentos das “Escolas Sem Partido”, e protestando pela inclusão no currículo escolar de matéria que trate de gênero e diversidade sexual com o apoio mobilizador dos seminaristas do MBL, defensores mor da moral e dos bons costumes.

Pergunto: O que mudou na cabeça de nossa sociedade? Por que não vamos às ruas protestar contra essa gangue que se apoderou do executivo e do legislativo. Por que não vamos para as ruas protestar contra decisões da mais alta corte judicial brasileira que tem afrontado a sociedade com julgamentos de visível conotação político-partidária?

De onde veio e o que gerou essa gigantesca apatia que nos impede de reagir e de mostrarmos nossa revolta e indignação? Um longo fim de semana para nossas reflexões.

 Oremus!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

O Brasil é o meu País...















                Mais uma vez o grupo/movimento separatista denominado “O Sul é meu País”, tenta promover uma “consulta” se o Sul deve ou não se separar da República Federativa do Brasil. Dispensável qualquer comentário sob o aspecto jurídico, pois essa “consulta” está desprovida de qualquer amparo constitucional. Ponto.

                O que nos chama atenção e até mesmo preocupação é nossa percepção de que o movimento deixa transparecer em algumas de suas falas um alto ingrediente de preconceito social. Talvez, por desconhecimento histórico de integrantes do movimento, é muito bom lembrá-los que nesses últimos 150 anos “aportaram” no Brasil mais de 4,7 milhões de imigrantes. Entre eles, portugueses, italianos, alemães, japoneses, chineses, latinos, africanos, espanhóis, judeus, árabes, poloneses, russos, coreanos, entre outros, espalhados em todas as regiões do país, sem um único registro de qualquer conflito de etnia.

               Todos ajudaram a construir esta grande nação, reconhecida em todo o mundo por abraçar povos de todas as etnias sem qualquer discriminação. Podemos até “concordar” quando se fala de Brasília como um centro de corrupção. Mas “alto lá”. Naquela tal Praça dos Três Poderes, estão reunidos (para o bem ou para o mal) congressistas que representam proporcionalmente todos os estados da federação.

                Respeitosamente, nosso entendimento é que não existe qualquer tese de fundo histórico, social ou econômico que justifique esse movimento separatista. Nem me venham falar nos Catalães. Lá a história é outra. Com a maior certeza aposto... essa não é a melhor fórmula para se acabar com a corrupção no país. O Brasil é meu País...

domingo, 24 de setembro de 2017

Nossa Música Morreu?




Em  1971, o cantor Don McLean gravou uma música com uma letra muito enigmática, cujo nome era  “American Pie”. Embora ele não tenha admitido publicamente, mas se tratava de um ode, a sua tristeza com o falecimento do cantor
Buddy Holly, um dos pioneiros do rock and roll.  Na terceira estrofe, ele escreveu...

          I can’t remember if I cried...  
When I read about his widowed bride
... But something touched me deep inside
The day the music died...  

“Eu não consigo lembrar se eu chorei...  
Quando eu li sobre a viúva dele
Mas algo me comoveu profundamente
No dia em que a música morreu...”
 

No meu “pen drive” para ouvir música no carro e/ou no cantinho especial da minha casa, tem 200 músicas “muito velhas”. São composições de/ou  cantadas por Tim Maia, Caetano, Elis Regina, Milton Nascimento, Chico Buarque, Roberto Carlos, Maria Bethânia, The Beatles,  Ella Fitzgerald, John Coltrane, Louis Armstrong, Miles Davis,   Elvis Presley, Tom Jobim, Noel Rosa, Cartola, Gil, Rita Lee, Vinícius, Gal, Renato Russo, Cássia Eller, Zé Ramalho, Beth Carvalho, Paulinho da Viola, Erasmo, Tom Jobim, João Gilberto, Edu Lobo, Martinha da Vila, Arnaldo Antunes, Zeca Pagodinho, João Bosco, Sarah Vaughan, Nina Simone, Ray Charles, entre outros.


Neste domingo, o primeiro da Primavera, após pegar o Sax, e sorver algumas boas cervejas, passei a filosofar e a levantar algumas questões sobre o “existencialismo musical”

Quem hoje está compondo para nós, amantes da música, nascidos nas décadas de 1950 e 1960? A resposta veio rápida: Ninguém. Para ser honesto comigo mesmo, ouvi “uma música” com letra do “nosso tempo” ... “Trem Bala” da menina Ana Vilela.

Pergunto:  Nossa música morreu?

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A Magia do Entardecer...









A Magia do Entardecer...

Vitória !!!    Seria a expressão mais apropriada
para 
assistirmos a beleza de um entardecer.
Vitória por completar e vencer mais um dia de vida,
com trabalho, com paz, com saúde e com o pensamento
elevado na certeza de um novo amanhecer...
para cumprir nossa breve passagem na Terra.

Lourival Amorim

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Avaí Futebol Clube - 94 Anos de Glórias.






















                    Nesta sexta-feira, 1º de Setembro, o Avahy Foot-Ball Club completa 94 anos. Comemora “Bodas de Palmeira”. Surpreendente coincidência, pois “palmeira” me lembra um dos meus poetas preferidos – Gonçalves Dias, por seu poema, que todos nós conhecemos... “Canção do Exílio”. Justamente quando nosso poeta estaria completando 194 anos. Ou seja, nasceu exatamente 100 anos antes de nossa fundação. Já nossa torcida, adora registrar quando está no “doce exílio” com fotos como a do nosso torcedor ilustre Anastácio da Silva Júnior, no Mont Blanc - França.

                    Paradoxalmente, apesar de nosso Clube possuir um hino que é uma é uma bela poesia, de autoria de nosso eterno presidente Fernando Bastos, o nome do nosso clube tem origem na sangrenta Batalha do Avahy no Paraguai, o que bem reforça a marca maior da esquadra azurra, traduzido em seu hino: “O time da raça”.

                   No Avaí, tudo sempre foi conquistado com muita luta, muito suor, muito sacrifício e muita paixão. O resultado da aplicação destes ingredientes tornou nosso Clube um vitorioso. Foi o primeiro clube a conquistar o Campeonato Catarinense. Somamos 16 títulos estaduais. Temos o maior público em Campeonato Estadual. Primeiro clube de Santa Catarina a jogar no exterior. Fomos a primeira equipe catarinense a vencer uma das quatro divisões do Campeonato Brasileiro. Continuando com as belas lembranças sobre nosso caminho vitorioso, somos donos das maiores goleadas em Santa Catarina. Entre outras, recordamos os 21 x 3 sobre o Paula Ramos, 14 x 3 sobre o América de Joinville e 11 x 2 sobre o “Coirmão” do Estreito.

                    Não podemos esquecer nossos principais jogadores. O saudoso e veloz Saulzinho com 41 gols em clássicos. O eterno Balduíno que participou de 75 clássicos. O Avahy dos carismáticos Décio Antônio, Roberto Cavalo e César Silva. Dos legendários presidentes, como Celso Ramos do tetra campeonato, do polivalente José Amorim, do astuto João Salum, do eterno poeta e sonhador Fernando Bastos, do grande administrador Décio Girardi, do jovem, idealista e vitorioso Flávio Félix, e por fim, do persistente, obstinado e saudoso João Nilson Zunino.

                    Para finalizar, temos uma história sempre lembrada pela luta e pela raça de seus jogadores, funcionários, dirigentes e principalmente de seus torcedores. Portanto, na condição de eterno torcedor, tenho o orgulho de ver que nosso time sempre projeta um futuro de muito sucesso. Costumo dizer que “ser avaiano” é um estado de espírito. Um estado de espírito presente nos apaixonados pelas tradições deste time que arrebata e fascina os corações dos homens, das mulheres, dos meninos e das meninas, todos de “sangue azul”.

                   Parabéns Avahy Foot-ball Club pelos 94 anos de grandes lutas, de grandes vitórias e de muito orgulho para a nação azurra, a maior torcida, a mais apaixonada e a mais fanática de Santa Catarina.


Lourival Amorim – Ex-Presidente
Presidente do Conselho Deliberativo (1997 a 2002)

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Essa Gente Humilde Brasileira...








Agora à tardinha, ouvia no meu toca-fitas do carro, na belíssima voz de Maria Bethânia, a consagrada música “Gente Humilde”.

A primeira estrofe da nostálgica letra começa assim... 

... Tem certos dias 
Em que eu penso em minha gente
 
E sinto assim
 
Todo o meu peito se apertar...
  

Sinceramente meus amigos, não tem como olhar para a situação do Brasil e não fazer um elo com nossa sofrida “gente humilde brasileira”.  
 
Muitas pessoas acham mais fácil debitar “nossa” cultura de corrupção as nossas origens além-mar (Portugal). Respeitosamente temos que discordar. Somos um povo bastante trabalhador, formado pelas mais diversas etnias. Para cá vieram portugueses, italianos, alemães, africanos, árabes, judeus, japoneses, chineses, latinos, poloneses, russos, entre outros. Portanto, nosso congresso, nossas assembleias legislativas, nossas câmaras de vereadores, possuem representantes de todas essas etnias. 

Então perguntamos... Onde foi que não deu certo?  A resposta é triste, mas é a realidade. A elite da classe política brasileira, nos últimos 50 anos, passou a usar o poder como se fosse um feudo. Usaram suas prerrogativas para legislar apenas em causa própria. Decidiram por seus super salários, seus super privilégios, que incluem dezenas de “assessores”, verbas para saúde, alimentação, passagens aéreas, moradia, serviços postais, combustíveis, seguranças, entre outras. 

Porém, todavia, contudo... como se não bastassem todos esses modestos privilégios, essa mesma elite política resolveu participar do lucro das empresas, em especial nas empreiteiras que prestam serviços bilionários ao poder público. Só que escolheram a forma “não-republicana”. Esse procedimento aético se espalhou como um rastilho de pólvora, contaminando as mais diversas camadas de políticos e empresários, que se associaram para saquear nossos recursos com a justificativa de “tudo devidamente declarado a Justiça Eleitoral” .

Essa “Gente Humilde Brasileira”, que soma 86 milhões (sem contar com 13 milhões de desempregados), que trabalha e que levanta todos os dias as 5 da matina, continua diariamente em sua via-crúcis”, humilhada, desrespeitada, cabisbaixa, sem acesso aos direitos básicos de uma educação digna como eu tive nos anos 50’s e 60’s, sem uma saúde decente, com clínicas e postos de saúde sucateados e sem médicos.
 
Daí então, só me resta ouvir a última estrofe... 
 
... E aí me dá uma tristeza 
No meu peito
 
Feito um despeito
 
De eu não ter como lutar...
 
E eu que não creio
 
Peço a Deus por minha gente
 
É gente humilde
 
Que vontade de chorar...
  

Oremus !