segunda-feira, 18 de julho de 2016

O que “deveria” fazer um Prefeito?


O que “deveria” fazer um Prefeito?

Foi dado a largada para eleição de nosso novo prefeito. Não teve como não lembrar do meu saudoso amigo Dr. Evilásio Caon. Foi jornalista, advogado e político (Deputado Estadual por três legislaturas). Dr. Evilásio tinha um poder que é raro para muitas pessoas... O Poder da síntese e ainda com toda a simplicidade que permitisse o “caboclo” entender.

Numa das gostosas conversas em sua fazenda lá na Sorocaba de Fora, alinhavou uma prosa sobre o que deveria fazer um prefeito para agradar seus munícipes. Disse ele, com seu chimarrão à mão, que o alcaide que conseguisse recolher pontualmente o lixo, tapar rapidamente os buracos das vias, manter a transporte urbano no horário, cuidar com todo carinho dos postos de saúde e das escolas/creches, já estaria muito bom.

Agora, se o nosso alcaide quisesse mais tarde, ficar com um nome de rua, tipo os prefeitos Mauro Ramos, Osmar Cunha, Emílio Blum, Pereira Oliveira, Fúlvio Aducci, Heitor Blum, precisaria se “esforçar” um pouquinho mais.

Primeiro deveria “mandar” no IPUF. Segundo, ter habilidade política para permitir que nossos vereadores só mexessem no Plano Diretor para o bem do munícipe. Concordo que é uma tarefa praticamente impossível. Terceiro, que a Guarda Municipal ficasse mais conhecida em colaborar com nosso caótico trânsito do que em distribuir multas. E por fim, em quarto lugar, conseguir fazer umas “obrinhas novas”, ouvindo as comunidades de nossos bairros.


Portanto, modestamente, em princípio, não parece ser tão difícil ser Prefeito. Se não fosse a idade avançada... eu até arriscaria ganhar um nome de rua.

domingo, 10 de julho de 2016

A Torre de Babel Brasileira...

A Torre de Babel Brasileira...

A Torre de Babel é mencionada no Livro de Gênesis como um exemplo do homem querer chegar aos céus. Quando Deus desceu para dar uma espiada na tal obra teria dito...  
"Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que não entendam a linguagem um do outro”. Imagine tentarmos compreender as múltiplas linguagens da direita, esquerda, centro, centro-direita, centro-esquerda, extrema-direita e extrema-esquerda...

Hoje, quem acompanha as informações sobre o momento político, social e econômico brasileiro através das principais mídias, tais como Folha, Estadão, Globo, Veja, Twitter, Facebook, entre outros, deve pensar: Pois agora... “Quem está com a verdade?” – “Eles ou nós?” “Afinal de contas, em quem podemos confiar neste País?” “Sobrou quem no Executivo, no Legislativo ou no Judiciário para depositarmos nossa confiança/esperança?”.

Hoje, fiquei realmente “demais” preocupado com algumas mensagens nestas mídias. Claro que já estava “muito” preocupado. No Facebook surge um novo ídolo... Alexandre Frota dando “segurança” à democracia.  Alguns querem fechar o STF. Aquele menino do Movimento Brasileiro Livre está vendendo caneca do juiz Moro por R$ 50,00 ou em 18 suaves parcelas de R$ 2,78. Continuam as delações atingindo os políticos e partidos de A à Z. Nosso “gênio” Eduardo Cunha “elegendo” seu sucessor através do WhatsApp. E o PT “mortinho” só espiando os movimentos neste enorme xadrez do “Salve-se quem puder da Lava-Jato”.

Para finalizar, a pergunta cruel... E, para nós pobres mortais, que temos que cumprir nossas jornadas de trabalho, pagar em dia nossos impostos, proteger nossas famílias... Vamos acreditar em quem?

Oremus!!!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O Uso de Faróis Acesos Durante o Dia.

O Uso de Faróis Acesos Durante o Dia.

Há muitos anos quando estive no Canadá, fiquei surpreso na chegada a Montreal, porque todos os veículos estavam com os faróis acesos. Depois soube que era uma determinação legal e que esta prática provocou uma significativa redução no número de acidentes entre veículos e também no número de atropelamentos.

Por isso, há muitos anos dirijo com os faróis acesos mesmo durante o dia, dentro ou fora da cidade. As estatísticas são impressionantes. Em países como o Canadá, Suécia, Finlândia, Noruega, entre outros, a adoção do uso de faróis acesos durante o dia reduziu entre 10 e 20% o número de acidentes, em especial com pedestres e ciclistas.

Está provado que esta prática também aumenta em mais de 64% a visibilidade dos veículos que estão com os faróis ativados, segundo pesquisas científicas realizadas por órgãos oficiais de renome internacional.

Um número importante dos acidentes de trânsito ocorre pela falta de visibilidade a longa e média distância dos veículos, portanto, o farol baixo ligado colaborará para aumentar a visibilidade do veículo.

Portanto, a partir de amanhã, vamos colaborar com a nova legislação (Lei nº 13.290/16) para minimizarmos o risco de acidentes automobilísticos e por consequência salvar muitas vidas.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Navegando sem um Farol
















Diria o poeta que: “Um farol não consegue guiar os navios que se aproximam se a luz dentro dele não estiver acesa”. Nós brasileiros precisamos com muita urgência de um farol. Infelizmente, estamos numa gigantesca nau sem velas, sem lemes, sem remos e pior... sem um comandante confiável. Estamos afundados numa crise política e econômica sem precedentes em nossa história. 

Evidente que já passamos por grandes crises econômicas e sobrevivemos a todas. Porém, essa é sem dúvida mais preocupante e assustadora porque é muito diferente. Nessa existem dois ingredientes altamente voláteis, alimentados por um processo de corrupção que se arraigou tanto no setor público como no privado, e também pela ausência de Accountability, que significa "prestar contas”.

Ou seja, quem desempenha funções de importância na sociedade deve regularmente explicar o que anda a fazer, como faz, por que faz, quanto gasta e o que vai fazer a seguir. Não se trata, portanto, apenas de prestar contas em termos quantitativos, mas de auto-avaliar a sua gestão qualitativa, com a maior transparência possível.

O consultor Stephen Kanitz, em 1999, escreveu um inteligente artigo dizendo de forma resumida que o Brasil não é um país intrinsecamente corrupto, mas um país pouco auditado. A prestação de contas em todas as esferas do executivo, legislativo e judiciário, aqui abrangidos pelos poderes federais, estaduais e municipais, tem melhorado bastante com a atuação dos seus tribunais de contas, exigindo relatórios de gestão. Porém, parece que ainda temos um longo caminho a trilhar, pois a maldita corrupção continua ocupando com destaque a parte policial dos jornais de todas as mídias.

Lamentavelmente, o centro de nossa crise política está na questão do exercício da ética, ou melhor, pela total ausência de ética da grande maioria da classe política. Minha preocupação maior é com os jovens, pois com a banalização da roubalheira dos políticos nos noticiários, pode dar a impressão que se trata de uma coisa normal na política. 


Talvez, lembrando o grande pensador holandês Spinoza em suas obras como “Tratado Político” e “Ética”, devêssemos pensar em incluir, com urgência, nos currículos do ensino básico e fundamental, cadeiras de ética. Deixando bem claro que isto não revogaria a máxima que diz que “a educação vem do berço”.

Hoje, 16.06.16, o Jornal Nacional colocou a última pá de cal na moral da política brasileira. Para finalizar, por infortúnio maior, concluo com o título do artigo: Navegando sem um Farol. O que mais entristece e nos desanima é não termos nenhuma liderança nacional na classe política que pudéssemos depositar nossa confiança e que nos mostrasse um norte ou um farol para essa grande nau chegar a um porto seguro. As grandes e as principais estão quase todas envolvidas com falcatruas no Mensalão, na Lava Jato, na Zelotes, no Trensalão, no Merendão, entre outras. Navegando sem um farol... até quando meus amigos?

(*) Lourival Amorim - 16.06.16

"Oremus ad Invicem"

"Oremus ad Invicem"







O Jornal Nacional de hoje, 16 de junho de 2016, decretou a pá de cal na moral da política brasileira.








terça-feira, 14 de junho de 2016

Onde Ficou a Velha e Eficiente Escola do Futebol Brasileiro?


Sem medo de errar, a resposta começa em 1998. Mais precisamente no dia 24 de março de 1998, com a sanção pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso da Lei nº 9.615, a famosa Lei Pelé, que veio para “modernizar” a prática do futebol no Brasil. Aplaudindo as inovações positivas, não há como denunciar a introdução do maior e do irreparável prejuízo para o futebol brasileiro, ou seja, da figura do “empresário”. Ele veio como o “libertador” do atleta, que vivia sob o jugo do Clube que o mantinha preso como um escravo para o resto de sua carreira.
Ledo engano, o próprio Pelé em 2014 foi um crítico quando denunciou... "Antes, o jogador ficava cinco, dez anos jogando no mesmo clube. Hoje não é mais assim. Muito empresário leva o jogador para a Ásia, Rússia e esquece ele lá, faz o que quiser. Então tem essa parte ruim, que o clube não é mais dono do jogador, o empresário é que manda."
De se ressaltar, que a Lei Pelé nos seus primeiros artigos evidencia os princípios fundamentais, tais como a soberania, autonomia, democratização, liberdade, direito social, diferenciação, identidade nacional, qualidade, descentralização, segurança, eficiência, transparência financeira e moralidade na gestão desportiva (sic).
Não fosse só por essa anomalia, esse status veio sendo agravado pelas conhecidas relações nada republicanas entre atletas, empresários, dirigentes de clubes, dirigentes da CBF, da FIFA, entre outros aproveitadores. O Ministério Público e a Receita Federal estão apertando a fiscalização a clubes e atletas. Somente em São Paulo foram feitas 24 fiscalizações envolvendo R$ 211 milhões em impostos devidos e multas.

Por fim, com a multiplicação destas transações milionárias “nossos craques” não permanecem mais no Brasil dando continuidade à “nossa escola”.  Escola de Pelé, Zico, Garrincha, Nilton Santos, Ademir da Guia, Sócrates, Jairzinho, Tostão, Didi, Gerson, Rivelino, Falcão, Júnior, entre outros. Hoje temos mais de dois mil atletas jogando no exterior, espalhados em 111 países.

Infelizmente está morta a “velha e eficiente escola do futebol brasileiro”. Certo Tite?

Oremus!